quinta-feira, maio 20, 2004

Paulo Portas anuncia concurso para compra de cinco lanchas, no quadro de reequipamento geral da Armada

Lanchas irão reforçar o «combate à droga, ao contrabando e à pesca ilegal»

O ministro da Defesa, Paulo Portas, anunciou hoje a abertura de um concurso para a compra de cinco lanchas costeiras, sublinhando que este é um exemplo do esforço do Governo para reequipar a Marinha.
Para Paulo Portas, que assinou a abertura daquele concurso no avião que o transportou para Viana do Castelo, onde presidiu à sessão solene do Dia da Marinha, a aquisição das lanchas vai reforçar "o combate à droga e ao contrabando e a fiscalização da pesca ilegal".
Além das lanchas, o ministro referiu-se aos submarinos e às corvetas, todos com cerca de 40 anos, e à inexistência em Portugal de navios de combate à poluição para sublinhar que, quando o actual Governo assumiu funções, "a situação da Marinha era muito complicada".
"Apesar das dificuldades orçamentais, nós tomámos as providências necessárias para, passo a passo, renovar meios que são muito antigos", acrescentou.
O primeiro passo foi a substituição das corvetas por navios de patrulha oceânica, estando dois em construção nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo, um facto que Paulo Portas sublinhou por estar "a dar trabalho a operários portugueses num projecto que é de inteligência portuguesa".
O ministro de Estado e da Defesa Nacional falou também nos navios de combate à poluição, "que, tal como os patrulhões, tinham sido prometidos, mas nunca foram feitos" e que vão igualmente ser construídos em Viana do Castelo, de acordo com um contrato assinado quarta-feira, em Lisboa.
Portas aludiu ainda à renovação da capacidade submarina de Portugal, com a aquisição de dois submarinos, numa negociação "que ninguém discutiu".
O Chefe de Estado-Maior da Armada, almirante Francisco Vidal Abreu, disse que se trata de "sinais fortíssimos da vontade política em renovar a Marinha", pelo que se manifestou convicto de que, em 2010, "Portugal terá uma nova Marinha".
"Sei que se está a fazer em oito anos o que se deveria fazer em vinte. Mas a resistência dos materiais tem limites", referiu o almirante Vidal Abreu, salientando que as actuais fragatas, o reabastecedor de esquadra e os navios de fiscalização costeira não conseguirão chegar a 2010.

[ Portugal Diário ]

Narana Coissoró responde a críticas infundadas

Face à notícia que, infundadamente, lhe atribuía declarações polémicas relativamente a Goa e à União Indiana, o deputado do CDS-PP e vice-presidente da Assembleia da República, Narana Coissoró apresentou o seguinte esclarecimento, hoje publicado e que transcrevemos na íntegra:

"Direito de Resposta

O PÚBLICO na edição de 16 de Maio (pag. 10) publicou uma extensa noticia sob o título "Índia - Declarações de Narana Coissoró provocam protesto em Goa" sobre o seu teor esclareço o seguinte:

1. Não existe qualquer "Ministro de Obras Públicas indiano Sudin Dhavilcar", mas o Ministro de Transportes Terrestres e Auto-estradas (Minister Of Road Transport and Highways" que era o Major General (reformado) R.G. Khanduri.
2. Nenhum Ministro do Governo da Índia (agora em gestão) emitiu qualquer comunicado sobre as declarações do signatário, proferidas no Centro Internacional de Goa, em 09.05.04 na inauguração da exposição de pintura naquela instituição.
3. Foi com revoltante surpresa que o signatário leu no PÚBLICO o pretenso "comunicado", pois a conferência proferida no referido Centro Internacional de Goa a convite do seu Presidente, versou sobre a "identidade de Goa e dos goeses", foi aplaudida pelos presentes, e ninguém fez qualquer observação sobre "propaganda anti-indiana", o que aliás seria um enorme absurdo.
4. Nunca foi de tradição dos governantes indianos emitirem comunicados sobre conferências promovidas pelas universidades ou organizações culturais, sendo a Índia, como se sabe, uma grande democracia em que é escrupulosamente respeitado o direito de opinião e de livre expressão.
5. Tudo leva a crer que a notícia se tenha baseado em relatos inventados, e postos a circular de má fé, que ferem a dignidade moral e intelectual do signatário.
6. Quanto ao tal Naguesh Karmali, não foi possível ao signatário obter nos meios políticos e culturais, quer em Goa quer em Nova Délhi, qualquer referência a esse intitulado "combatente pela liberdade".

Agradeço a publicação deste esclarecimento, visto a notícia afectar a minha probidade moral e política de parlamentar e o cargo de Vice-presidente da Assembleia da República que ocupo presentemente.
"

O blog do Caldas recorda que Narana Coissoró é um grande defensor da amizade luso-indiana e que foi eleito, em Abril passado, presidente da Casa de Goa.

[ Público ]

Nova equipa da JP no Barreiro

No próximo sábado, dia 22 de Maio, toma posse a nova Comissão Política Concelhia da Juventude Popular/Barreiro, que já tem o seu site Internet. O acto de posse é motivo para um jantar de confraternização de militantes, que se realizará no restaurante "O Moutinho" (rua Camilo Castelo Branco, 16 - Barreiro). Aparece!
À jovem equipa liderada por João Pedro Costa Madeira, O blog do Caldas envia votos de intenso trabalho e dos melhores sucessos em prol do Barreiro, do distrito de Setúbal e de Portugal, à luz dos nossos valores democrata-cristãos.

Força Portugal!

A coligação PSD/CDS-PP para as eleições europeias defende a realização de um referendo ao futuro tratado constitucional europeu. Na apresentação do manifesto da "Força Portugal", João de Deus Pinheiro disse que essa «seria uma excelente oportunidade para debater a Europa».
«Apesar de não nos caber a decisão, preconizamos o referendo para debater a aprovação do novo tratado», disse João de Deus Pinheiro, ao inaugurar, ontem, a sede de campanha da coligação PSD/CDS-PP, acto em que apresentou o manifesto eleitoral para as Europeias.
No entanto, o candidato ao Parlamento Europeu explicou que a coligação vai ainda bater-se pela Estratégia de Lisboa, por mais e melhor emprego e competitividade, defendendo o corte de apoios comunitários a empresas que optem pela deslocalização, inserido numa estratégia de desenvolvimento sustentado.
«As ajudas comunitárias devem ser condicionadas, de tal forma que se dificultem ou terminem as deslocalizações de empresas que tenham tido substancial ajuda comunitária», afirmou o antigo comissário europeu, deixando a promessa de que a agricultura e pescas serão privilegiadas e que não deve haver a redução de capturas para os pescadores portugueses.
Outro ponto relevante é a defesa de «uma Europa mais coesa e solidária», rejeitando João de Deus Pinheiro qualquer tentativa de reduzir a proposta da Comissão Europeia que pretende aumentar o orçamento comunitário em 30 por cento a partir de 2006. «Menos que isso é inaceitável e seria uma traição para os países que se juntaram a nós a 1 de Maio», frisou.
A nível de política externa, a "Força Portugal" quer uma Europa mais articulada e mais "atlantista", com uma maior coordenação com as políticas dos Estados Unidos.

Ler mais: TSF | Correio da Manhã | RR | Diário de Notícias | Jornal de Notícias | Público

quarta-feira, maio 19, 2004

Navios anti-poluição: realização do Governo, disparate dos Verdes

O Governo assinou hoje um contrato com os estaleiros de Viana do Castelo para a construção de dois navios de combate à poluição, no valor de 38 milhões de euros cada. Por outro lado, o Programa de Construção dos Patrulhas Oceânicos engloba 12 navios que serão construídos em fases diferentes, estando já em fase de construção duas embarcações destinadas à vigilância.
"Trata-se de um investimento muito importante para o desenvolvimento da Marinha portuguesa e também um impulso para a economia nacional", afirmou o primeiro-ministro, Durão Barroso, que presidiu à cerimónia de assinatura do contrato, onde estiveram igualmente presentes os ministros da Defesa, Paulo Portas, do Ambiente, Amílcar Theias, e da Economia, Carlos Tavares.
O início da construção dos navios de combate à poluição está previsto para o primeiro semestre do próximo ano, sendo que a conclusão das embarcações será em alturas diferentes: o primeiro navio deverá ser entregue em Novembro de 2006 e o segundo em Junho de 2007.
Entretanto, interrogada sobre este importante acto, a deputada do PEV, Isabel Castro, comentou: "O Governo, se cumprisse o que prometeu aquando da catástrofe ecológica com o petroleiro Prestige, na Galiza, deveria estar agora a anunciar a operacionalização dos navios de combate à poluição e não a sua construção futura".
É mais um gritante exemplo do bota-abaixismo, invejoso, radical e reaccionário, da nossa EQT. A deputada dos Verdes deve pensar que construir dois navios anti-poluição é o mesmo que encomendar um barco a remos...

Público online: a obra do Governo | os disparates dos Verdes

Estreia site da coligação Força Portugal

Ao mesmo tempo que inaufurava a sua sede nacional, em Lisboa [ Praça do Campo Pequeno, nº 81 – 1º andar ], a coligação Força Portugal estreou o seu site na Internet.
Para todos os portugueses que acreditam no Portugal que não desiste, no Portugal que ambiciona e quer, no Portugal que caminha e olha o futuro, www.forportugal.net é doravante o site de referência.
Até 13 de Junho, trabalhando para a vitória nas eleições europeias.
No site Força Portugal! encontra, nomeadamente, os candidatos, o Manifesto e noticiário. Um link permanente estará acessível na coluna lateral d'O blog do Caldas.

Militares na prevenção dos fogos florestais

O ministro da Defesa, Paulo Portas, anunciou ontem que a partir de 31 de Maio, e durante quatro meses, 26 mil militares vão fazer patrulhamento de matas nacionais, no âmbito da prevenção dos incêndios.
"Ninguém pode decretar que os incêndios não venham a existir, mas cada um de nós tem de ter a consciência que fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para que o País estivesse mais preparado”, disse Paulo Portas em Vila de Rei, um dos concelhos mais afectados pelos incêndios florestais do Verão de 2003.
Segundo o ministro da Defesa Nacional, “2004 é um ano de viragem na participação das Forças Armadas, nomeadamente do Exército, no apoio ao interesse do País na questão dos fogos”.
“Neste momento, de norte a sul do País, o Exército português está a abrir quilómetros e quilómetros de estradas e caminhos e aceiros, que vão tornar mais fácil a prevenção dos incêndios ou aumentar a acessibilidade aos fogos”, explicou.
Segundo Paulo Portas, o Exército abriu, em cerca de quatro semanas, 180 quilómetros de caminhos e até ao final do programa serão concluídos 300 quilómetros.


[ Correio da Manhã ]

Ao ataque

Diz João de Deus Pinheiro:

«DN - E qual é a sua missão nas eleições?

JDP - Antes de aceitar estas funções fiz uma análise tão isenta quanto possível sobre a evolução de Portugal nos últimos anos. E cheguei à seguinte conclusão: Portugal teve uma política económica catastrófica de 1995 a 2002. Perdemos competitividade; o nosso défice cresceu, o emprego criado foi de baixa produtividade porque foi criado na Função Pública; o endividamento das famílias, das empresas e dos bancos atingiu proporções inéditas. E tudo se passou numa fase de vacas gordas.

DN - Sousa Franco, seu adversário nas europeias, foi o principal obreiro da «desgraça económica»?

JDP - Absolutamente! Foi também isso que me levou a candidatar, contra a injustiça de culparem o actual Governo pela crise económica


Um aperitivo da decidida entrevista do cabeça-de-lista da coligação Força Portugal (PSD-CDS/PP) ao Diário de Notícias de hoje. A não perder.

CDS-PP/Madeira apresenta projectos

O grupo parlamentar do CDS/PP na Assembleia Legislativa Regional da Madeira apresentou dois importantes projectos de resolução na área social, visando estabelecer um Plano Regional de Prevenção do Abandono Escolar e criar, na Região Autónoma, de uma Comunidade Terapêutica para jovens toxicodependentes.
Estes projectos são traduções concretas das jornadas temáticas que o CDS/PP madeirense tem vindo a realizar.

[ DN-Madeira | Jornal da Madeira ]

Finalmente, navios de combate à poluição

O Governo assina hoje ao mais alto nível, em Lisboa, o contrato de construção de dois navios para combate à poluição - com um custo estimado de 76 milhões de euros - nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo. A cerimónia vai decorrer no Museu da Marinha e nela participam o primeiro-ministro, Durão Barroso, o ministro da Defesa, Paulo Portas, e o ministro do Ambiente, Amílcar Theias.
O início de construção dos navios está agendado para 2005, estando a entrega do primeiro prevista para finais de 2006 e a do segundo para 2007. O projecto vai ser financiado com verbas comunitárias e daqueles dois ministérios.


[ Diário de Notícias ]

Extremismo e ignorância

Insistindo na tecla do extremismo, o BE resolveu atacar a nova Concordata concluída entre Portugal e a Santa Sé, por considerar que as Concordatas representam "a sobrevivência das relações entre a Igreja e os regimes fascistas".
Ora, as Concordatas são um instrumento, antigo e absolutamente comum, de regulação das relações jurídicas e de outras matérias do interesse da Igreja e dos Estados, muito frequentes nas relações do Vaticano com diversos Estados nomeadamente da Europa e da América Latina.
Só na História de Portugal, podemos citar as Concordatas celebradas nos reinados de D. Dinis (1289, 1292 e 1309), de D. João I (1391 e 1427), de D. Maria II (1848) e D. Pedro V (1857). Tudo conhecidos fascistas, obviamente.
E, para citarmos só algumas das mais relevantes, foram celebradas recentemente novas Concordatas entre a Santa Sé e a Itália (1984), a Polónia (1993), a Eslováquia (2000) e a Eslovénia (2001). Natureza similar têm os três Acordos assinados com a Lituânia, em Setembro de 2000 (relações jurídicos, educação e cultura, e serviço militar). Tudo países fascistas, naturalmente.
O BE ensaia, assim, uma nova mistura explosiva: extremismo, ignorância e... ridículo!

terça-feira, maio 18, 2004

Uma escolha por patriotismo

Se calhar, passou-lhe despercebida a excelente entrevista de João de Deus Pinheiro, o cabeça-de-lista da coligação Força Portugal, ao Jornal de Notícias de sábado passado.
Ainda vai a tempo de a poder ler na íntegra, mas destacamos um pequeno excerto:

«JN - Quem o convenceu a aceitar [ser candidato]?
JDP - Eu próprio. Se calhar, é defeito, mas ainda sou daqueles que acreditam num certo patriotismo. Não quero ser imodesto, mas pensei que tinha uma obrigação para com o meu país, mais do que para com o partido ou o Governo, de não recusar.»

Parceiros angolanos de António Costa ao lado da ditadura cubana

A agência ANGOP noticiou que uma delegação da JMPLA, a organização de juventude do MPLA, acaba de empreender uma visita oficial a Cuba, a convite da sua congénere, a União da Juventude Cubana (UJC). A notícia acrescenta que «o reforço dos laços de amizade e cooperação entre a JMPLA e a UJC, organizações juvenis efactas ao MPLA e ao Partido Comunista de Cuba, respectivamente, consta dos objectivos da visita».
O MPLA, como é sabido, é parceiro do PS na Internacional Socialista e, similarmente, a JMPLA companheira da JS de Jamila Madeira.
Estarão Costa e Jamila solidários com estes sinais de fascismo ou social-fascismo dos seus camaradas angolanos? Não os perturbam os gestos de solidariedade com o regime de Fidel, que, entre outras violências, transformou Cuba num gigantesco Gulag, a maior prisão de jornalistas do mundo?

Socialistas ingleses contra direito à greve

O Governo trabalhista britânico causou, hoje, novo embaraço nas negociações para adopção do futuro Tratado constitucional.
O ministro dos Negócios Estrangeiros, Jack Straw, levantou objecções ao texto da Carta dos Direitos Fundamentais - a Parte II do projecto de novo Tratado -, pedindo mais salvaguardas, especificamente quanto ao direito à greve, por forma a não criar mais direitos legais aplicáveis ao Reino Unido.
Considerará António Costa que estamos diante de perigosos fascistas? Os seus próprios camaradas da Internacional Socialista?

[ EUobserver | Financial Times ]

Sobe & Desce

A SUBIR

Força Portugal
Contra factos, não há argumentos, mesmo quando a EQT (Esquerda-Que-Temos) desce ao nível zero da política e tenta contrariar a evidência: como disse na entrevista à SIC o primeiro-ministro, Durão Barroso, ninguém pode ter dúvidas de que a coligação Força Portugal apresenta a melhor lista com os melhores e os mais preparados e conhecedores candidatos ao Parlamento Europeu. A começar pelo nosso cabeça-de-lista, o antigo comissário europeu, João de Deus Pinheiro, que tem procurado marcar o seu discurso pela positiva contra o discurso cinzento, ultrapassado e deprimido da OBA (Oposição-Bota-Abaixo). O CDS/PP também fez questão de se apresentar na sua maior força, desde logo com os eurodeputados Luís Queiró e Ribeiro e Castro, que apresentam como significativa mais-valia as inúmeras provas dadas de trabalho incansável em prol do País e das causas nacionais.

António Champalimaud
O blog do Caldas curva-se perante a memória daquele que é certamente o maior empresário português de todos os tempos. António de Sommer Champalimaud marcou o séc. XX com a sua capacidade de empreendimento e liderança, sobrevivendo sempre com enorme capacidade e fulgor aos mais violentos ataques desferidos contra as suas empresas e a sua família. Mesmo quem não concorde com algumas das suas posições - muitas vezes cáusticas sobre o estado da política em Portugal - poderá alguma vez pôr em causa o gigantesco legado que deixou e a lúcida perspectiva de futuro que sempre demonstrou. O seu último gesto, ao oferecer ao País uma Fundação inteiramente dedicada à Saúde, que fez questão em ser presidida por Leonor Beleza, é uma bofetada de luva branca a todos aqueles que, sem qualquer vergonha, mesmo na hora da morte, o pretenderam atacar. São os tais pequenos demais para sequer o conseguir atingir.

Comunicação social
É sempre bom quando se pode aplaudir uma imprensa que revela memória histórica. É verdade que foi necessário que Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura, Rui Ramos e alguns blogues - entre os quais, O blog do Caldas - viessem lembrar o silêncio ensurdecedor da esquerda mediática em relação ao "Relatório da Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos sujeitos às Autoridades Militares" (Imprensa Nacional, 1976), onde se contam algumas das mais tenebrosas torturas infligidas a vítimas inocentes durante o PREC. A verdade é que esta recordação dá uma vez mais razão à linha de distância que o CDS e a restante direita democrática sempre traçaram em relação aos comportamentos aviltantes de alguns revolucionários de trazer por casa. Como ainda recentemente disse o líder do CDS/PP, Paulo Portas, não damos, nem daremos nunca cobertura a bombistas e torcionários afins. Porque podemos perdoar, mas não se pode esquecer.


A DESCER

António Costa
Nós sabemos que a lista do PS mais parece um grupo de socialistas e pré-reformados sempre em fuga aos problemas que ajudaram a criar, desta feita dos possíveis efeitos colaterais da liderança calamitosa de Ferro Rodrigues. Mas o deputado e candidato ao Parlamento Europeu, António Costa, exagera na pura demagogia e na mais desenfreada mentira (ver Mentiroso e Sem Classe). Ao afirmar que "os candidatos do PP na lista da coligação vão sentar-se na extrema-direita do Parlamento Europeu", Costa mente com todos os dentes que tem na boca. Como todos sabem, o grupo UEN-"União para a Europa das Nações", onde se integram os deputados do CDS-PP, é um respeitável e respeitado grupo no Parlamento Europeu, reunindo partidos de direita democrática e de centro-direita, onde se destaca o Fianna Fail, partido do Governo da Irlanda e que actualmente ocupa a presidência irlandesa da União Europeia. É tão simples como isto: contra a mentira, repete-se a verdade.

EQT
À falta de razão, a esquerda mediática encontra sempre umas desculpas esfarrapadas. Depois de Pacheco Pereira, Vasco Graça Moura e Rui Ramos terem referido e citado o "Relatório da Comissão de Averiguação de Violências sobre Presos sujeitos às Autoridades Militares", onde se revelam algumas das mais tenebrosas torturas praticadas no PREC - eufemisticamente descritas pela esquerda como "sevícias" - tinha de aparecer o argumento do "relativismo". Ou seja, segundo a esquerda mediática, quem cita o Relatório está implicitamente a justificar as torturas praticadas no Iraque. Como se todos nós - e O blog do Caldas fê-lo desde o primeiro minuto - não tivéssemos condenado os actos bárbaros e inaceitáveis praticados no Iraque, exigindo que fossem encontrados e devidamente punidos os responsáveis por tais actividades. Não, o relativismo não é nosso, é da EQT (Esquerda-Que-Temos): perante a recordação dos crimes praticados em 1975, foi ela que não se manifestou, nem condenou, preferindo adoptar o silêncio dos culpados.

Ferro Rodrigues
«Não admitimos que haja uma Europa europeia e uma Europa pró-senhor Bush», disse na terça-feira aquele que tenta passar pelo chefe máximo da OBA (Oposição-Bota-Abaixo) - ainda que todos saibamos que se limita assim a servir de papagaio cor-de-rosa do verdadeiro líder, Francisco Louçã de seu nome. Ferro não percebe que não há diferenças entre uma "Europa europeia" e uma Europa aliada dos Estados Unidos - bem pelo contrário, a "Europa europeia" construiu-se sempre com o apoio solidário de Washington, nos melhores e nos piores momentos, nomeadamente através da NATO. Ferro não percebe também que está assim a dar aos portugueses uma muito útil indicação do que significa o voto no PS: nem mais, nem menos do que um perigoso seguidismo em relação aos socialistas espanhóis de Zapatero, desde logo no anti-americanismo primário, colocando em causa o interesse nacional. Pelo contrário, votar Força Portugal é optar por uma política externa portuguesa independente, aliás na tradição que sempre contribuiu para o bem do País.

Força Portugal: Manifesto apresentado amanhã

Amanhã, 19 de Maio, é dia grande para a coligação Força Portugal e a sua campanha com vista às eleições europeias de 13 de Junho.
Abre a sede nacional, que se situa na Praça do Campo Pequeno, nº 81 – 1º andar, em Lisboa.
E, às 17h30, o cabeça-de-lista, Prof. Doutor João de Deus Pinheiro, apresenta, em conferência de imprensa, o Manifesto Eleitoral da coligação PSD/CDS-PP.

CDS-PP saúda nova Concordata

O CDS-PP emitiu o seguinte comunicado sobre a ssinatura da nova Concordata entre a Santa Sé e o Estado português:

O CDS/PP saúda a assinatura, no Vaticano, na data de hoje, da nova Concordata que passa a regular as relações jurídicas entre o Estado português e a Santa Sé.

Não só como partido democrata-cristão, mas enquanto um comum partido democrático profundamente enraizado no povo português, conhecedor do papel especialíssimo que a Igreja Católica ocupa e desempenha entre nós, da fé e cultura católicas da maioria dos portugueses e do relevo que a Igreja tem desempenhado ao longo da nossa História nacional, o CDS/PP é fiel ao princípio concordatário. E, nessa medida, o CDS/PP regozija-se com esta conclusão feliz do processo de revisão aberto há três anos.

O CDS/PP regozija-se, em particular, com a revisão e actualização justas, sérias e equilibradas que foi possível fazer do quadro concordatário anterior, em coerência com a democratização geral do país, a descolonização, os princípios constitucionais vigentes e o simples decurso do tempo. O CDS/PP considera que esta nova Concordata, que permitiu regular muitos aspectos que, para além da limitada revisão de 1975, careciam de ponderada modificação – a saber, nomeadamente, nos domínios do casamento, da fiscalidade, da assistência religiosa, do ensino, da cooperação em diversas áreas e do património – constitui novo patamar de estabilidade nas relações entre a Igreja Católica e o Estado português.

O CDS/PP saúda o reconhecimento da personalidade jurídica da Conferência Episcopal Portuguesa – a quem testemunha de novo o seu profundo respeito – e manifesta a convicção de que a nova Concordata nos coloca ao abrigo da erosão inevitável do texto de 1940 e, mercê da sua contemporaneidade, ao abrigo também dos ataques dos que, arguindo a sua desactualização, pretendessem criar uma questão religiosa inexistente entre nós.

O CDS/PP reafirma que a liberdade religiosa, direito fundamental, implica o reconhecimento da religião (católica, ou outra) como um facto relevante da vida pública e não apenas da esfera privada de cada um. E, tal como hoje declararam, em diferentes momentos, o Santo Padre e o primeiro-ministro de Portugal, também o CDS/PP espera que este documento favoreça um melhor entendimento e cooperação entre o Estado e a Igreja, nos domínios onde ambos actuam ou que são de interesse comum.


Agência Ecclesia: Etapas | Nova Concordata | Texto da Concordata | Análise | João Paulo II | Durão Barroso | Núncio Apostólico

Mentiroso e sem classe

Evidenciando desespero e falta de argumentos, o número 2 do PS na lista para as eleições europeias, António Costa, desceu uma vez mais ao nível dos insultos e das falsidades.
Segundo a imprensa, o candidato do PS disse nomeadamente que "os candidatos do PP na lista da coligação vão sentar-se na extrema-direita do Parlamento Europeu, onde o antigo partido fascista italiano é o principal parceiro do doutor Paulo Portas".
António Costa sabe que mente.
O grupo UEN - "União para a Europa das Nações", onde se integram os deputados do CDS-PP, é um respeitado grupo no Parlamento Europeu, reunindo partidos de direita democrática e de centro-direita, onde se destaca o Fianna Fail, partido do Governo da Irlanda e que actualmente ocupa a presidência irlandesa da União Europeia.
Sustenta António Costa que a UE é actualmente presidida por fascistas e pela extrema-direita?
É lamentável que o antigo líder parlamentar do PS, regressando ao nível de grosseria em que se celebrizou - quando evocou o "Cabaret da Coxa" num debate parlamentar com a ministra da Justiça -, não hesite em, na falta de argumentos sérios, agir como se fosse um desqualificado mentiroso.
Quanto a Gianfranco Fini, líder da Aliança Nacional em Itália, tem-se afirmado, enquanto vice-primeiro ministro italiano, como uma das figuras políticas mais respeitadas em Itália e um factor de equilíbrio, muito saudado no Parlamento Europeu, nomeadamente aquando da presidência italiana da UE, no segundo semestre de 2003. António Costa devia reler os cumprimentos da bancada do PSE e nomeadamente do seu camarada Baron Crespo. Aqui há meses, Fini foi, aliás, na ocasião de uma visita a Israel, objecto de elogios de Mário Soares, que o citava como um exemplo a seguir. Portanto... entendam-se!
E, já agora, quererá António Costa explicar o acordo dos seus camaradas austríacos com o "tenebroso Haider" na Caríntia? Ou os dislates frequentes da senhora Joke Swiebel, sua camarada holandesa no Parlamento Europeu?

segunda-feira, maio 17, 2004

Europa, sem esquecer África e Brasil

Os eleitos do PSD e do CDS/PP nas europeias prometem bater-se para que Portugal dê o salto rumo ao crescimento económico que se perspectiva. Reunidos na Curia, os candidatos da coligação ouviram Ernâni Lopes defender a aproximação a África e ao Brasil.
O mandatário da coligação «Força Portugal» às europeias defendeu ontem a articulação da política externa com África e o Brasil, para Portugal não ficar “encurralado no canto sudoeste da Europa”. Aos candidatos, reunidos na Curia, Ernâni Lopes frisou que o Parlamento Europeu “está no centro da evolução institucional da União Europeia”. Na sua intervenção, valorizou “o potencial económico da articulação com África e o Brasil”, porque “por aí deverá passar o futuro da economia, mais do que pelas taxas de juro ou o défice do orçamento”. O ex-ministro das Finanças defendeu o aprofundamento da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para Portugal ter “um papel mais activo na UE e na projecção da lusofonia à escala global”, focando a necessidade de enquadramento geopolítico no âmbito da Europa e da OTAN, para articular a componente europeia continental com o que designou como componente atlântico-global.
O cabeça de lista da coligação exortou o Governo a prosseguir “com a coragem” que tem demonstrado para enfrentar reformas estruturais em sectores como a segurança social, revisão das leis laborais, saúde e educação, que reputou de necessárias para fazer crescer a produtividade e o emprego. “À excepção dos responsáveis, os principais peritos económicos reconhecem que as políticas seguidas até 2002 geraram perda de competitividade e levaram a falências, deslocalização de empresas e desemprego”, salientou João de Deus Pinheiro, não poupando elogios à ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, “pela determinação e coragem com que conseguiu, em dois anos, retirar Portugal do buraco”.
Garantiu depois que os eleitos da coligação “vão bater-se para que Portugal possa ter meios para dar o salto”, rumo ao crescimento económico que se perspectiva e que deverá ser superior à média europeia em 2006. O deputado Mota Soares criticou o “radicalismo da oposição”, afirmando que atingiu o limite da falta de gosto, com a escolha de apitos amarelos como brinde de campanha. “No PS só ouvimos vozes e temas do passado”, disse Mota Soares, concluindo que o futuro passa pela coligação.


[ O Primeiro de Janeiro | Diário de Notícias | Público | Correio da Manhã | Jornal de Notícias ]

Mais um blogue dos nossos

Mais um blogue democrata-cristão na blogosfera. Este da JP Évora. Acaba de começar agora mesmo. Bem vindo ao nosso espaço.