sexta-feira, abril 16, 2004

Modernização dos equipamentos judiciais prossegue

A ministra da Justiça esteve ontem no Grande Porto, onde deu forma a um «sonho» dos maiatos: a construção de um verdadeiro Palácio da Justiça na cidade da Maia. "Eu sei que é um sonho seu, senhor presidente [Bragança Fernandes], mas deixe-me participar no seu sonho" disse Maria Celeste Cardona, ontem na Maia, enquanto presidia à assinatura de um protocolo com a autarquia, para a edificação do novo equipamento. O sonho do edil maiato é a construção de um tribunal de raiz, que a cidade não tem, ao contrário das restantes cidades da Área Metropolitana do Porto. O equipamento terá um custo previsto de dez milhões de euros.

Antes da passagem pela Maia, Celeste Cardona oficializou a abertura do julgado de paz do Porto, uma pequena instância onde se pretende uma resolução rápida de conflitos. Com a inauguração das instalações na torre 3 do Viso, apenas três meses após a assinatura do protocolo com o Ministério da Justiça, o presidente da autarquia portuense, Rui Rio, congratulou-se com a celeridade do processo.

[ O Primeiro de Janeiro ]

Notários: custos mais baratos

A ministra da Justiça garantiu ontem que os serviços prestados pelos notários vão passar a ser mais baratos. A tabela dos actos notariais é publicada hoje em «Diário da República» e assenta num estudo realizado pelo Ministério. "Estabelecemos preços sociais para alguns actos que vão ser realizados nos cartórios e que vão estar em regime de notário privado. O resultado dessa tabela vai ser uma significativa diminuição dos custos dos actos notariais", asseverou Celeste Cardona, dando como exemplo a descida dos custos nos casos dos testamentos.

Sousa Franco = o pai do défice

O líder parlamentar do CDS-PP comentou que o PS escolheu como seu cabeça de lista para o Parlamento Europeu «o pai do défice em Portugal, o professor Sousa Franco».
Telmo Correia respondia, assim, em debate na Assembleia da República, à manifesta "falta de memória" que, ontem, acometeu António José Seguro, na sua estreia como líder da bancada socialista. O dirigente do CDS-PP, Telmo Correia vincou bem as diferenças entre a realidade actual e a de 2001 em termos de contabilização do défice nacional: «Com razão, em 2001 o PSD pediu uma auditoria às contas públicas, porque o Governo PS de então dizia que o défice era de 1,1% e depois verificou-se que era superior a 4%.»
À medida que se aproxima o levantamento pelas autoridades europeias do procedimento por défice excessivo que havia sido instaurado a Portugal, em consequência do descalabro da governação do PS, o nervosismo dos socialistas é cada vez maior.

quinta-feira, abril 15, 2004

Comunidade Lusófona de luto

O secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o brasileiro João Augusto de Médicis, faleceu ontem à noite, quarta-feira, em Roma, Itália, na sequência de um acidente vascular cerebral sofrido no domingo.
Zeferino Martins, até aqui número dois da CPLP, assume o comando do secretariado-executivo da organização, até à nomeação de um novo titular do cargo. A nomeação está prevista para ocorrer na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, marcada para Julho, em São Tomé e Príncipe.
O blog do Caldas apresenta as suas condolências à CPLP, à família enlutada e ao Brasil.

[ Jornal Digital | Expresso online | TSF ]

Guerra e Paz


Cartoon premonitório de Chip Bok do "The Akron (Ohio) Beacon-Journal", em 19/3/04.
Depois de Madrid, mas bem antes desta última "mensagem" de Osama bin Laden.

Deve haver alguma confusão em muita comunicação social, ao apresentar a última "mensagem" atribuída ao líder terrorista Osama bin Laden, imediatamente repudiada pela generalidade dos líderes europeus.

[ Público online | ABC | Le Monde | El Mundo | BBC | CNN ]

É preciso ouvi-la bem e ponderá-la melhor. Não é uma proposta de paz, nem uma trégua. Antes uma outra declaração de guerra - esta dirigida agora claramente contra a Europa.
Tempos duros. Tempos difíceis.

Cartões... há muitos!

Pode ser exactamente assim: um p'ró Franco, outro p'ró Ferro. E era bem merecido.
Quem o aponta é Vasco Graça Moura, no seu artigo de ontem no DN, intitulado "Cartão quê???":

O que é que as luminárias da oposição andam por aí a dizer? Que o eleitorado deve mostrar um cartão amarelo ao Governo... Não sabem o que hão-de propor quanto ao papel dos representantes de Portugal no Parlamento Europeu, não têm uma ideia consistente sobre os grandes desafios que se deparam à Europa, mas lá o crocitar de gargarejos sobre o cartão amarelo, esse é que não os engasga! (...) Se o eleitorado exigiu uma governação séria, é porque quer comportamentos sérios e está pronto a reforçá-los. Se pediu reformas e pretende a recuperação do País, não vai em futebóis, nem mistura alhos com bugalhos, nem confunde interesses a defender na Europa com slogans demagógicos. Esse é o grande equívoco de uma oposição hipócrita por natureza e batoteira por índole, a quem a Europa não interessa absolutamente nada e que só é capaz da chicana, só suspira pelo regresso do laxismo, só quer o País a parar em ponto morto.
Cartão quê???


Nem mais!

Oposição civilizada


Em intervenção na Assembleia da República, há 27 anos atrás, a 15 de Abril de 1977, afirmou Adelino Amaro da Costa:

«Sr. Presidente, Srs. Deputados: O CDS lançou, em Portugal, o conceito de oposição civilizada. Num País habituado ao radicalismo e à intolerância, essa não era uma noção fácil de compreender e aceitar. Mas fez o seu caminho. E hoje não é só o CDS que afirma a sua recusa em enveredar pelas vias da oposição sistemática. Os portugueses entenderam bem que a batalha da recuperação económica não se compadecia com ter o coração político do País batendo a um ritmo de 120 pulsações por minuto, sob pena de colapso cardíaco. Era necessário um período de acalmia política capaz de permitir o debate e o lançamento das medidas indispensáveis à viabilização da nossa depauperada economia. E esse período, em certa medida, verificou-se nos últimos meses. Mesmo as forças antidemocráticas ou mais interessadas na conquista do Poder por via não democrática viram-se obrigadas a refrear os seus impulsos desestabilizadores. Isso aconteceu graças, em grande parte, aos esforços levados a cabo pelo CDS no sentido de imprimir à acção oposicionista um tom de realismo, moderação e equilíbrio.
Em política, todos o sabemos, não costuma haver gratidão e, muito menos, reconhecimento pelos méritos dos adversários, excepto, naturalmente, se esse reconhecimento for útil à causa própria. Não espera, pois, o CDS que o seu esforço patriótico seja objecto de particulares referências por quem for alheio ao partido ou seu adversário. Mas tem, decerto, o direito de sublinhar o seu contributo para aquilo que julga ser uma importante aquisição política do País.
Em virtude dela foi possível, em domínios fundamentais, um alto grau de unidade democrática. É um facto positivo que importa sublinhar.
Mas, para o CDS, nem oposição civilizada quer dizer oposição calada, nem acalmia política significa abulia política. Nem hoje nem ontem.
A nossa atitude perante o Governo e perante a vida colectiva dos portugueses tem tido como objectivo a criação de condições que tornem possível o início da resolução das múltiplas crises que enfrentamos. Continuamos fiéis a essa atitude. O que não somos é responsáveis pela forma como o Governo tem aproveitado ou desaproveitado essas condições.
Não temos, como é evidente, qualquer acordo parlamentar ou extra-parlamentar com o Governo ou com o seu partido; não buscamos nem visamos fundir-nos com qualquer outro partido; a nossa prática política é, tão-só, condicionada pela nossa própria leitura do interesse nacional. E essa prática impõe-nos, agora como sempre, que a nossa voz de oposição se faça ouvir de uma forma livre e que a nossa vontade política se afirme de modo crítico e construtivo. Não consideramos que, ao proceder assim, estejamos a opor-nos ao regime, mas, antes pelo contrário, pensamos estar a defender, da melhor forma, a qualidade e o enraizamento das nossas instituições democráticas.
Responsabilidades idênticas cabem ao Governo. Também ele corre o risco de não servir a democracia se não souber, pela sua voz, pela sua vontade e pela sua acção governativa, corresponder às obrigações que lhe cabem.
E tudo isso, do lado da oposição e do lado do Governo, exige que se tenha uma apurada sensibilidade aos problemas do cidadão comum.
A acalmia política é um imperativo patriótico para os partidos que desejam servir a democracia e Portugal. Mas não pode significar qualquer abandono ou menosprezo das preocupações que afligem os portugueses. A unidade democrática entre as forças políticas é uma boa plataforma para encontrarmos as melhores soluções para os mais graves problemas nacionais. Mas não pode significar qualquer descuido na necessária fiscalização da acção ou da inacção governamentais.
E a verdade é que os cidadãos, em casa, na rua, nos locais de trabalho, formulam perguntas, exprimem ansiedades, manifestam dúvidas e se não soubermos assumir essas perguntas, se não conseguirmos reduzir essa ansiedade, se não contribuirmos para o esclarecimento dessas dúvidas, não estaremos a servir a democracia.»


E concluia Amaro da Costa:

«Neste espírito, o CDS formula oficialmente ao Sr. Presidente da Assembleia da República o pedido para que estabeleça urgentemente, com o Sr. Primeiro-Ministro, a data para uma primeira sessão de respostas do Governo às perguntas dos Deputados, nas termos do artigo 180.º, n.º 2, da Constituição e dos artigos 72.º, 205.º e seguintes do Regimento da Assembleia. Desde já, o CDS entrega, para envio ao Governo, um conjunto de 65 perguntas cuja resposta, estamos certos, interessa a muitos milhões de portugueses.»

Seguiu-se o enunciado de várias dessas perguntas, sobre temas candentes na altura. Estávamos no I Governo Constitucional, o chamado "governo minoritário PS", de que era Primeiro-Ministro Mário Soares.


[ Ver “Diário da Assembleia da República”, nº. 96, I Legislatura, págs. 3226-3228 ]

O terrorismo volta a matar

Um dos gangs terroristas iraquianos que, nos últimos dias, tem feito vários reféns entre civis estrangeiros de diferentes nacionalidades, semeando nova vaga de terror no Iraque, executou ontem à noite um dos quatro sequestrados italianos em seu poder.
Segundo os relatos, foi barbaramente assassinado com um tiro na nuca, numa suprema demonstração de bestialidade. A cadeia de televisão Al-Jazeera, que primeiro divulgou a notícia, anunciou logo estar na posse de um vídeo «comprovativo», mas que o não exibia dada a sua «extrema violência» - outra suprema demonstração da bestialidade hedionda desses gangs terroristas assassinos.

[ Al-Jazeera | Corriere della Sera | AFP | CNN ]

O blog do Caldas exprime as suas condolências e solidariedade à Itália e ao povo italiano.

Os nossos blog-prémios

Prémio "Eufemismo-leninismo"
Se não quiserem chamar RA (reforma agrária), chamem reestruturação fundiária.
Lino de Carvalho - DN, 13 de Abril de 2004

Prémio "Clepto-diálogo"
É possível também dizermos que num processo que constituiu de facto um rasgão profundo criaram-se conflitos sociais. Na ocupação de terras, se tivesse sido possível um outro diálogo entre as forças políticas e os protagonistas sociais...
Lino de Carvalho - DN, 13 de Abril de 2004

Prémio "Cantas bem mas não me alegras"
O presidente da Casa da Música pediu um empréstimo adicional de 55 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimentos para concluir a construção da infra-estrutura. Os custos da Casa da Música podem chegar aos cem milhões de euros, mais 70 milhões do que estava previsto em 2001.
Diário Digital e TSF - 13-04-2004

Prémio "Sou dos que sonham que pensam"
(...) sou dos que pensam que a matriz da nossa democracia é a própria revolução. Porque a pude aprender nas praças, nas ruas e nas salas onde as pessoas decidiam. Porque mil vezes o fizeram mal, mas o faziam inteiras, emancipadas, livres. Por isso, não esqueço a palavra nem caio na desesperança. Apenas sei que é por aqui, pela revolução na democracia, que o «R» se reinventa quando acorda de manhã.
Miguel Portas - DN, 9 de Abril de 2004

Prémio "Somos mais Alterne"
No dia em que os deputados [municipais] debatiam os projectos para o Parque Florestal do Monsanto, a bancada do PCP apresentou a moção no sentido de "exigir que a CML pare imediatamente todas as acções" que estão a ser desenvolvidas para Monsanto.
Público - 14 de Abril de 2004

Prémio "Espelho meu, espelho meu"
"Houve quem me dissesse que eu - para dizer o que disse - não devia ter filhos. Mas eu não sou Bastonário porque é bonito ou porque é um cargo simpático, sou-o para corrigir o que está mal e estar à altura dos acontecimentos quando tudo falha".
José Miguel Júdice, citando cartas ameaçadoras - Lusa, 13 de Abril de 2004

Prémio "Jactância comercial"
"Uma ideia emerge, no entanto, como central a este conjunto de crónicas do autor que, agora reunidas, revelam uma reflexão constante sobre o inconformismo, a sua necessidade premente na agenda política actual em todos os quadrantes e em todas as camadas da sociedade e a sua urgência para a renovação do próprio sistema partidário e democrático".
Excerto da nota da "Temas e Debates" sobre novo livro de Manuel Maria Carrilho

As reformas da Educação

É já amanhã, sexta-feira. Organizado como sempre pela secretaria-geral do CDS na sede nacional ao Largo Adelino Amaro da Costa - um local histórico conhecido entre os militantes e simpatizantes pelo nome de "O Caldas" - irá ter lugar mais um almoço-debate, desta vez subordinado ao tema "As reformas da Educação". Quem for terá a oportunidade de ouvir ao vivo e em directo o que defende e o que propõe a secretária de Estado da Educação, Professora Mariana Cascais, convidada principal de um almoço que se prevê muito participado.
Marquem já um lugar.
O blog do Caldas não deixará de estar presente para ouvir uma das principais responsáveis governativas na difícil pasta sectorial.

JP e JSD dão "Força a Portugal"

Teve ontem lugar, em Lisboa, a colagem dos primeiros cartazes da coligação "Força Portugal" pelos Presidentes da JP, João Almeida, e da JSD, Jorge Nuno Sá.
Esta acção, que contou com a adesão de numerosos militantes e simpatizantes de ambas as organizações, visou assinalar o início da sua participação na campanha para as eleições europeias.

Cuba: a maior prisão de jornalistas no mundo (27)

MANUEL VÁSQUEZ

MANUEL VÁSQUEZ PORTAL é uma das mais destacadas figuras do jornalismo independente em Cuba e outro dos 27 jornalistas presos pela regime ditatorial de Fidel Castro. Licenciado em Filologia, escritor e poeta, trabalhou na imprensa oficial desde 1974: primeiro, em Morón e, depois, em Havana. Iniciou-se no jornalismo independente em 1996, tendo fundado a agência de imprensa Decoro, que, em 1999, mudaria de nome para Grupo de Trabajo Decoro. É autor de vários livros, de que o mais recente é o livro de poemas Celda número cero (Cela número zero). Durante a busca a sua casa, aquando da sua prisão, em 19 de Março de 2003, confrontou os agentes da polícia política comunista, recitando-lhes um dos seus poemas mais recentes: «Coge, coge mis libros; yo tengo muchas más cosas en la cabeza.» (Apanha, apanha os meus livros; tenho muitas coisas mais na minha cabeça.) A 4 de Abril de 2003, o Tribunal Provincial Popular de Havana condenou-o a 18 anos de prisão. Tem 52 anos de idade. É casado e pai de um filho de nove anos de idade. Cumpre pena na cadeia Boniatico, na província de Santiago, a cerca de 1.000 km de casa. É conhecido que as condições nessa cadeia são particularmente duras: calor, má comida, ratazanas, mosquitos, bufos e informadores, etc. O seu crime: escrever. Agravante: querer ser livre.

À atenção do Dr. Carvalhas - ver MONÓLOGO DEL CULPABLE - um grito à atenção do PCP

[ Informação em francês | Informação em inglês | Informação em espanhol ]

quarta-feira, abril 14, 2004

França opõe reservas à entrada da Turquia na U.E.

O Governo francês acaba de manifestar claras reservas à entrada da Turquia na União Europeia, "nas actuais circunstâncias". A declaração confirma rumores sempre latentes quanto à autêntica posição francesa na matéria. Em rigor, não traz nada de novo. A não ser - ponto curioso - ter sido expressa pelo novo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Michel Barnier, até há bem pouco tempo um dos mais proeminentes comissários europeus. E, bem assim, seguir-se a uma forte tomada de posição crítica da UMP sobre o tema.

[ Le Monde | CNN | Yahoo France ]

A posição do CDS-PP sobre a matéria foi, ainda recentemente, esclarecida de novo numa intervenção do deputado europeu Luís Queiró, durante o debate realizado a 1 de Abril passado, no plenário de Estrasburgo, a propósito do relatório Oostlander (Progressos realizados pela Turquia na via da adesão).

Comissão internacional de peritos para investigar tráfico em Moçambique

O deputado europeu do CDS/PP, José Ribeiro e Castro, acaba de sugerir, em perguntas dirigidas à Comissão Europeia e ao Conselho, que a União Europeia (UE) promova a constituição de uma Comissão Internacional de Peritos capaz de ajudar as autoridades moçambicanas na investigação dos possíveis casos de tráfico de órgãos humanos em Nampula.
A Comissão Internacional de Peritos seria constituída em articulação com as Nações Unidas e poderia beneficiar de meios humanos, técnicos e financeiros facultados, nomeadamente, pela União Europeia, no quadro dos programas anuais de apoio da UE ao sistema judiciário moçambicano.
Nas perguntas, o eurodeputado, evoca nomeadamente o comunicado que acaba de ser distribuído pela Diocese de Nacala, bem como o alerta internacional lançado há uma semana pelo Relator Especial das Nações Unidas para o Tráfico de Crianças, a Prostituição e a Pornografia Infantis, o uruguaio JUAN MIGUEL PETIT.

[ Estado de S. Paulo | Diário de Notícias | RR (1) | RR (2) ]

Para além das dificuldades de investigação e da falta de meios já declaradas algumas vezes pelas autoridades de Moçambique, José Ribeiro e Castro refere que «é claro que qualquer deste tipo de tráficos desumanos [tráfico de órgãos humanos, ou mutilações e tráficos de órgãos para práticas rituais e de feitiçaria, ou tráfico de pessoas, em especial de crianças] constitui uma grave ameaça internacional, excedendo as fronteiras de qualquer país e devendo convocar a intervenção de peritos internacionais e a troca intensa e actualizada de informações».

[ Jornal Digital ]

Debate no Parlamento Europeu, 31-Mar-04: ministro Roche | António Vitorino | Carlos Coelho | Carlos Lage | Giorgio Calò | José Ribeiro e Castro | Robert Evans | ministro Roche | António Vitorino

Novo regime para o subsídio de desemprego

O Ministro da Segurança Social e do Trabalho, Bagão Félix, anunciou que o novo regime para o subsídio de desemprego está concluído e que será aprovado em breve pelo Conselho de Ministros.
O diploma acaba com a distinção entre desemprego voluntário e involuntário. Bagão Félix considera que é necessário ser pragmático e acabar com as distinções, até porque, com a actual lei, as empresas acabam por colaborar com os trabalhadores: «Na actual lei, só é subsidiado o desemprego involuntário e sabemos que é muito difícil distinguir os dois, porque as empresas cooperam com a ideia da involuntariedade. Não vale a pena legislar e depois não haver possibilidades de controlar. A ideia é de que todo o desemprego possibilite o acesso ao subsídio.»

Ler mais: TSF | Correio da Manhã

"FORÇA PORTUGAL"




ACORDO DE COLIGAÇÃO PARA AS ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU DE 2004

Texto integral

As próximas eleições para o Parlamento Europeu realizam-se num momento especial da história do processo de construção europeia. Para o comprovar, basta atentar em três pontos:
- O facto de terem lugar já após a entrada de dez novos Estados, naquilo que irá constituir o maior alargamento da sua história;
- a Europa se encontrar presentemente envolvida num esforço sem precedentes de reforma, com a previsível adopção, num futuro próximo, de um Tratado Constitucional Europeu;
- os novos riscos suscitados pelo fenómeno do terrorismo, que visa pôr em causa os valores fundamentais em que assenta a nossa civilização, e que exige a mobilização da Europa na luta determinada contra uma ameaça que é global e de que nenhum País ou região se pode considerar liberto.

Estes e outros desenvolvimentos no quadro europeu trarão novas oportunidades mas envolverão também diferentes desafios e maiores exigências. É por isso indispensável que Portugal esteja firmemente ancorado na primeira linha da construção europeia e que seja cada vez mais olhado como um País empenhado na procura de soluções inovadoras, credível no cumprimento dos seus compromissos, estável na realização de um projecto político coerente e de futuro.

Essa é, de resto, a linha de rumo que tem vindo a ser seguida pelo actual Governo e que teve tradução prática num esforço consolidado de rigor e disciplina nas contas públicas. Um esforço de todos os portugueses que possibilitou as condições para o levantamento do processo do déficit excessivo instaurado contra o nosso País que permitiu salvaguardar os fundos estruturais em risco e que está a criar a dinâmica indispensável ao relançamento da economia portuguesa.

Há dois anos atrás, na sequência das eleições de 17 de Março, o PSD e o CDS/PP celebraram um Acordo-Quadro de Colaboração intitulado "Convergência Democrática para um Governo de Legislatura", no qual foi assumido como objectivo central a realização de um desígnio: "fazer de Portugal um país mais moderno e mais justo, capaz de atingir e manter, de forma sustentada, níveis de desenvolvimento compatíveis com os da União Europeia".

Ora, o futuro de Portugal joga-se hoje, de forma determinante, no quadro da União Europeia, que há muito deixou de constituir uma mera opção de política externa para se assumir como verdadeiro projecto nacional. Daí que, na sequência lógica do processo de reforma e de modernização do País que os dois partidos vêm consistentemente protagonizando, a colaboração entre o PSD e o CDS/PP se deva igualmente estender às próximas eleições europeias. Recorde-se, aliás, que o número 1.3 do ponto IV do Acordo instituidor da Convergência Democrática apontava justamente para a "troca de informações e a consulta mútua no que respeita a outros actos eleitorais que venham a ocorrer na vigência do presente Acordo".

Assim, plenamente convictos de que a actuação concertada no contexto das próximas eleições para o Parlamento Europeu constituirá a melhor solução para reforçar a posição de Portugal na União Europeia e para fortalecer o projecto político da Convergência Democrática, o PSD e o CDS/PP subscrevem o seguinte Acordo Político:

I - O PSD e o CDS/PP apresentar-se-ão às eleições para o Parlamento Europeu em lista conjunta, numa coligação com a denominação "Força Portugal".

II - A coligação "Força Portugal" assentará num conjunto de LINHAS PROGRAMÁTICAS, a divulgar em momento oportuno, e que constarão de documento separado.

III - A composição da lista conjunta obedecerá, no que respeita à proporção e ordenação nas listas dos candidatos de cada um dos Partidos, ao critério da transposição dos resultados obtidos nas eleições para o Parlamento Europeu de 1999.

IV - Por forma a respeitar a identidade de cada um dos Partidos subscritores e a ampliar a capacidade de influência do nosso País no Parlamento Europeu, os deputados europeus de um e de outro Partido, eleitos pela coligação, integrar-se-ão nas respectivas famílias políticas com representação naquele Parlamento.

V - Sem prejuízo do disposto no ponto anterior, o PSD e o CDS/PP afirmam o princípio da colaboração activa, no quadro do Parlamento Europeu, em tudo o que respeite à realização das LINHAS PROGRAMÁTICAS da Coligação "Força Portugal" e, em geral, em todas as questões que tenham que ver com a defesa e realização do interesse nacional português.

Lisboa, 13 de Abril de 2004

Pelo PSD
Pedro Santana Lopes
José Luís Arnaut


Pelo CDS/PP
Pedro Mota Soares
Luís Nobre Guedes



[ PSD ]

Faro em festa

A Juventude Popular de Faro convida todos os militantes e amigos da Juventude Popular a estarem presentes num jantar de confraternização que terá lugar, na próxima sexta-feira, dia 16 de Abril, no Restaurante das Muralhas de Faro, às 21H00, situado junto ao Arco do Repouso, na antiga cidade velha anexa ao Largo de S. Francisco.
Seguidamente, haverá uma festa no Bar Deep, na zona nocturna da baixa, com djs convidados e muita animação.

Para mais informações e marcações contactar:
Edgar Prates 919939904
Pedro van der Kellen 933228614

Formalizada a coligação "Força Portugal"

Depois de aprovada há semanas atrás pelos Conselhos Nacionais dos dois partidos, foi ontem assinado formalmente o acordo de coligação eleitoral entre o PSD e o CDS-PP, com vista às eleições europeias já marcadas para 13 de Junho próximo.
A cerimónia decorreu na mesma sala onde, em 1979, foi assinada a primeira Aliança Democrática (entre Sá Carneiro, Freitas do Amaral e Gonçalo Ribeiro Telles) e, em 2002, a actual coligação parlamentar e de Governo entre Durão Barroso e Paulo Portas.
O CDS-PP esteve representado por Luís Nobre Guedes e Pedro Mota Soares (secretário-geral) e o PSD por Pedro Santana Lopes e José Luís Arnaut (secretário-geral).

[ Diário de Notícias | RR | Jornal de Notícias | Público ]

Cuba: a maior prisão de jornalistas no mundo (26)

OMAR MOISÉS RUIZ

OMAR MOISÉS RUIZ HERNÁNDEZ é mais um dos 27 jornalistas presos pela ditadura comunista de Fidel Castro na vaga repressiva de Março/Abril do ano passado. É um jornalista independente inscrito na agência de imprensa Grupo de Trabajo Decoro e os seus trabalhos apareciam no sítio Internet Cubanet. Foi condenado a 18 anos de prisão. Tem 56 anos de idade. Cumpre pena na cadeia de Chafarina, Guantánamo, a 648 km de onde residia com a família, em Santa Clara. O seu crime: escrever. Agravante: querer ser livre.

À atenção do Dr. Carvalhas - ver MONÓLOGO DEL CULPABLE - um grito à atenção do PCP

[ Informação em francês | Informação em inglês | Informação em espanhol ]

E agora, prof. Sousa Franco?

A pergunta é do antigo Ministro das Finanças, Eduardo Catroga, em artigo publicado hoje, no DIÁRIO DE NOTÍCIAS.
Começa assim:

A escolha do prof. Sousa Franco pelo Partido Socialista para seu cabeça-de-lista nas próximas eleições europeias deixou perplexas as pessoas mais bem informadas sobre as raízes dos actuais problemas da economia portuguesa. Isto porque entendem que a política desenvolvida por Sousa Franco no período em que foi responsável pelo Ministério das Finanças (1996-2000) foi desajustada, e está na origem de boa parte das dificuldades actuais.
A Comissão da União Europeia (UE) acaba uma vez mais de confirmar isso mesmo no estudo recentemente publicado The Portuguese Economy After the Boom (DGECFIN, February 2004), que representa um verdadeiro libelo acusatório à política económica portuguesa no tempo de Sousa Franco.


Mais adiante, pontua Eduardo Catroga:

Não admira que Sousa Franco não tenha consciência dos erros praticados por acção ou omissão. O que se estranha é que certos responsáveis do Partido Socialista ainda não os tenham interiorizado.

Para todos termos absoluta consciência desse pesadíssimo legado de que Sousa Franco e os socialistas fingem não ter consciência, é indispensável lermos na íntegra este excelente artigo de Eduardo Catroga.
O elevado preço de tudo isso ainda estamos todos a pagá-lo e desse legado guterrista ainda estamos apenas a sair. Por isso, depois de o rever e recordar, compreende-se bem que queiram mandar Sousa Franco daqui para fora.
Que vá! Mas... com o voto dos portugueses?
Não, obrigado! Vá embora, mas vá antes pelo seu próprio pé.